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terça-feira, 27 de agosto de 2013

10 sinais

man_computer

10 sinais de que você passa muito tempo na Internet


Actualmente, é normal que fiquemos um tanto ou quanto viciados nas novas tecnologias principalmente na Internet.
Afinal podemos realizar milhões de tarefas à distãncia de um único clique, mas chega uma determinada hora que todo o viciado em Internet atinge o seu ponto máximo e resolve fechar o seu computador.
Confira alguns sinais expressivos de quem passa muito tempo na Internet.
1 – Você começa a ouvir sons de aviso de chats de conversação, mesmo quando se encontra longe do computador.
up-dogs
2 – Você se tornou muito territorial com o seu computador.
supernatural-computer
3 – Você envia mensagens no Facebook para alguém que se encontra na mesma sala do que você.
the-simpsons
4 – Você fica nervoso só de pensar que vai para um lugar que não tenha wifi.
thats-so-raven
5 – Você sente uma sensação de alívio toda a vez que deixa um lugar que não tenha wifi.
crying-computer
6 – Você começa a fazer referências a expressões faciais, como se fossem de conhecimento universal.
ian-somerhalder
7 – Quando você planeia uma viagem, a primeira coisa que faz é investigar onde é que terá wifi.
the-internship
8 – Você perde dias olhando para o seu computador.
secret-window
9 – Você está sempre á espera de actualizações para o seu smartphone que se torna numa compulsão.
honey-boo-boo
10 – O seu maior medo é uma tela preta e um carregador perdido.
modern-family
E você, já esteve em algumas destas situações?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Melhor Site

Melhor site de tecnologia digital Brasileiro 




O Olhar Digital nasceu em Fevereiro de 2005 com a missão de integrar o maior número possível de pessoas ao mundo da tecnologia. Entendemos que, no século 21, fazer parte desse universo é uma necessidade básica.


Somos uma empresa nacional, fruto do esforço de jornalistas, profissionais de televisão e profissionais de tecnologia. Estamos presentes na televisão aberta, com o programa Olhar Digital; na Internet, com o portal olhardigital.com.br; no rádio, com boletins diários na Band News FM; e também nas TVs que equipam ônibus coletivos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília. Pela Internet, nosso conteúdo é acessado em mais de cem países, com destaque para os mercados dos Estados Unidos, do Japão e de Portugal.

BMW carro com Gorilla

Carro da BMW deverá ter vidro Gorilla Glass



A montadora BMW revelou que o i8, seu próximo modelo de carro híbrido, será equipado com o vidro Gorilla Glass, presente em muitos smartphones. De acordo com diversos sites internacionais, como o Autoweek, Autorevolution e Wired, o material será aplicado na parte traseira.
O Gorilla Glass é leve, resistente e ainda isola o interior do carro de barulhos externos. O vidro deverá ser laminado, com duas faces de 0,7 milímetros montando uma espécie de “sanduíche acústico”.
O veículo contará com motor elétrico de 362 hp, velocidade máxima de 250 km/h e chega a 96 km/h em 4,5 segundos. Feito de fibra de carbono, com plástico reforçado, deve pesar 1.480 kg.

Rdio

Rdio reformula estações de rádio e quer mostrar novos artistas para você

Além de dez tipos de canais com músicas populares, serviço contará com seleção de acordo com o gosto do usuário.

Reprodução

O Rdio ganhou uma atualização hoje com uma reformulação em uma área que já existia, mas podia melhorar: as estações de rádio.
A partir de agora, o serviço tem dez tipos estações com músicas populares e também rádios baseadas no seu gosto pessoal – o Rdio acredita que consegue mostrar artistas que você não conhece mas pode gostar. Será? Ele também verifica o que seus amigos costumam ouvir para sugerir novos artistas para você. Nada muito revolucionário, mas recursos para ajudar a descobrir novos artistas sempre são bem-vindos.
O player foi redesenhado com “design dinâmico que mostra a capa do álbum”, nas palavras do próprio Rdio, que também diz que a descoberta de novas rádios e artistas ficou bem mais simples com a nova interface. Eis como ele ficou:
Reprodução
A atualização já está disponível para o Rdio no Android, iOS e Web. Vale lembrar que o Brasil é um mercado bastante importante para o Rdio – somos o terceiro país em número de usuários.

sábado, 3 de agosto de 2013

Google Android 4.3

Google Android 4.3: Bluetooth Smart, perfis e outras coisas pequenas

Novo sistema acompanhará o Nexus 7 e deverá chegar em outros aparelhos da linha em breve.

Reprodução

Com o Android 4.3, o Google continua o reinado do Jelly Bean. A atualização acompanha o novo Nexus 7 e traz algumas novas funcionalidades ao sistema móvel.
Eis as novidades: o Google adicionou perfis restritos, o que é basicamente um controle parental mais abrangente. Ele força um app a funcionar de maneira diferente baseado no que os pais definiram. Então, se uma criança está jogando um game, você pode definir se ela pode acessar apenas uma quantidade limitada de fases, por exemplo. Os perfis restritos também limitam as transações, ou navegação na web, entre outras coisas.
O Android 4.3 também conta com atualizações para o Bluetooth Smart, que permite parear seu dispositivo com gadgets que consomem pouca energia, como os usados para exercícios físicos. Tem um FitBit? Você pode conectá-lo ao Nexus 7 para monitorar seu desempenho.

Reprodução
Além disso, o Android 4.3 também ganhou suporte ao Open GL:ES 3.0, que turbina os gráficos e é bem atrativo para gamers. Ele vai fazer tudo na tela parecer melhor, mais detalhado e mais rápido na resolução nativa 1080p.
Algumas outras melhorias menores serão listadas no Android.com ainda hoje. O novo sistema acompanhará o Nexus 7, com os outros dispositivos Nexus recebendo na sequência – isso inclui o Galaxy S4 e o HTC One vendidos na Google Play, que serão atualizados “em breve” para o 4.3.

Android no Brasil

Os desafios para os desenvolvedores de Android no Brasil

Brasileiros sofrem com a desinformação recebida de clientes e também do desconhecimento de boas práticas.

Reprodução

Em 2013 já podemos afirmar, sem medo: o Android é o sistema operacional móvel mais popular do Brasil. E o Brasil é um mercado imenso para a telefonia móvel – são mais de 250 milhões de linhas de celular por aqui, mais linhas do que habitantes no país. Portanto, não só o Android é grande no Brasil, como o Brasil é grande para o Android. E o Google sabe muito bem disso.
No começo do ano o Google disse que o Brasil era importante para seus planos, e não era apenas uma frase para agradar o pessoal daqui. Apesar do confuso lançamento do Nexus 7 por aqui e da demora da chegada do Nexus 4 nacional, o Google trabalha nos bastidores para melhorar a experiência do Android para os brasileiros. E isso envolve conversar diretamente com os desenvolvedores.
Na semana passada, a sede do Google em São Paulo recebeu o primeiro Next Level Apps, uma espécie de conferência do Google para os desenvolvedores daqui. E, ao realizar palestrar durante o dia inteiro, a empresa tentou se aproximar da comunidade desenvolvedora nacional. Mas o que, exatamente, pensam os desenvolvedores de Android no Brasil?
As principais preocupações com o sistema
Neto Marin é o responsável pelo relacionamento do Google com os desenvolvedores nacionais. E foi ele o anfitrião do Next Level Apps – ele recebeu os participantes e conversou com todos para saber quais são as dificuldades do pessoal por aqui. Entre os pontos mais comentados, ele destaca dois: comunicação com o usuário e layout.
Em relação à comunicação com o usuário, Neto diz que é não é uma questão exclusiva do Brasil – desenvolvedores em todas as partes do mundo têm dificuldade para mostrar como os usuários podem interagir com o app. Em uma das palestras, ele deu algumas dicas de como melhorar isso: usar notificações e widgets (estes que, segundo Neto, são o principal recurso que diferencia o Android dos concorrentes).
Mas usar notificações demais pode incomodar o usuário, certo? Sim, é claro. Ninguém gosta de receber um monte de mensagem no smartphone por qualquer coisa besta que seja. O que Neto sugere é usá-las para ajudar o usuário a entender o que está acontecendo dentro do app, e também como forma de facilitar o uso dele. Ele citou as notificações do Gmail, que, no Android 4.1, permitem responder ou arquivar um email sem precisar abrir o app. Já os widgets podem facilitar o uso de algumas funções simples do app – um conversor de moedas, por exemplo, poderia dar a opção de fazer a conversão rapidamente por um widget, e, se o usuário quisesse alguma informação mais completa, lembraria de usar aquele app para isso.
Apps mais bonitos
Um layout mais bonito, que dê vontade de usar o app. Esse é um grande desafio dos desenvolvedores. Criar uma interface de usuário agradável, intuitiva, que deixe claro como usar o app e o que ele oferece. Fazer um app bonito e funcional. 
Segundo Neto, a dificuldade nesse ponto está no fato de que programadores não necessariamente são designers, então muitas vezes é preciso uma equipe um pouco maior – que inclua ao menos um designer – para criar um app bonito. Mas investir em um designer exige dinheiro, e nem sempre o projeto do app tem recursos para isso.
Desinformação
Ubiratan Soares é um programador freelancer e colaborador da Start Apps. Ele foi ao Next Level Apps para ajudar na orientação de um grupo de desenvolvedores que estavam lá para aprender mais sobre o Android. E, para ele, o maior desafio está na formação. Muitos programadores não sabem trabalhar com mobile, e há muito pouco sendo feito para mudar isso.
“O cara da web programa em java, e aí vai para mobile e toma uma surra”, disse. Sim, programar para web é diferente de mobile, e esse desconhecimento do mundo móvel é um enorme empecilho – contribui também para que muitos apps sejam feios.
E o desconhecimento também atinge quem quer um app. É a velha história do “o cliente não entende nada”, conhecida em diversas áreas (publicidade, especialmente), mas agora aplicada à programação. A falta de conhecimento do próprio público-alvo por parte dos clientes dificulta muito a vida dos desenvolvedores. “Eles querem apps para iOS para tirar o iPhone do bolso e mostrar para os amigos”, disse Ubiratan. Mas nem sempre o iOS é a plataforma ideal. “Uma vez me pediram um app para leitura de código de barras que seria usada por lojistas. Mas a pessoa queria para iPhone. Só depois que o app estava pronto ela percebeu que os lojistas, na maioria, usavam Android”. Portanto, a criação de um app também exige estudo de público-alvo e um foco definido.
O Google está de olho
O evento reuniu todos os tipos de desenvolvedores. Desde os freelancers, como Ubiratan Soares, como os com ótimos exemplos de apps bem sucedidos – como o pessoal do Kekanto, um dos primeiros apps brasileiros a ser colocado entre os destaques da Google Play Store. Isso deixa bem claro uma coisa: há um potencial enorme entre os desenvolvedores nacionais, e, mesmo com tantas dificuldades, há quem se destaque. E está bem claro que o Google entende perfeitamente isso e está interessado em contribuir para o desenvolvimento dos programadores brasileiros – afinal, quem mais vai se beneficiar com isso é o próprio Android.

Tumblr

Tumblr volta atrás no bloqueio a conteúdo pornográfico

Mudanças nas classificação ficaram confusas e eram desnecessárias.

Montagem[

Há alguns dias o Tumblr escondeu os blogs de pornografia das buscas, e, como não poderia ser diferente, a comunidade de usuários não ficou nem um pouco feliz. Não demorou muito tempo para o Tumblr se pronunciar a respeito e, em um post enorme no blog oficial do serviço, David Karp pediu desculpas pelo ocorrido.
Na verdade, o post de Karp é um misto de mea culpa e um esclarecimento do ocorrido em relação às regras de pornografia do Tumblr (a ênfase foi adicionada por nós):
"Ano passado, adicionamos um “Modo Seguro” que permitia filtrar conteúdo NSFW (não recomendado para o trabalho) das buscas por tags e páginas. Isso é definido por padrão para novos usuários, e pode ser modificado nas configurações da Dashboard. E como alguns de vocês notaram, desabilitar o Modo Seguro ainda não mostrava resultados de todos os tipos de buscas. Isso foi corrigido."
"Neste ano, em um esforço para desencorajar algumas pessoas não muito legais de usarem o Tumblr como um serviço gratuito de hospedagem de sites pornográficos de spammers, começamos a excluir esse pequeno subconjunto de blogs de motores de busca como o Google. Isso nunca foi destinado a ser um recurso opt-in, mas por alguma razão pode ser ativado após verificar as configurações – NSFW – Adulto do seu blog. Isso foi confuso e desnecessário, então nós removemos essa opção extra."
Para resumir: o Tumblr estava inicialmente tentando impedir que a pornografia fosse encontrada, seja por tags ou buscas no Google. Karp chama as mudanças de “correções”, como se fossem falhas, e diz que “não houve nenhuma mudança recente no tratamento do Tumblr para conteúdo NSFW”. Isso pode ser verdade. Mas o tratamento do Yahoo importa. De qualquer forma, tudo parece ter voltado ao normal.

Twitter se une à guerra

Twitter se une à guerra contra a pedofilia na web usando tecnologia da Microsoft

PhotoDNA analisa imagens e compara estas com um banco de assinaturas de figuras pré-determinadas. Saiba mais.

Reprodução

Pedofilia é assunto sério. Líder em denúncias de crimes virtuais no Safernet, a pornografia infantil é combatida por esses e outros órgãos, além das próprias empresas que fornecem serviços populares na Internet. Elas também estão atentas e procuram combater a prática. A última a anunciar medidas para barrar a distribuição foi o Twitter. 
Até o fim do ano o Twitter implementará a tecnologia PhotoDNA, da Microsoft, para impedir a disseminação de conteúdo pedófilo em seus domínios. Essa tecnologia compara todas as imagens enviadas a um serviço a um banco de assinaturas de imagens pré-determinadas e é capaz de detectá-las e bloqueá-las mesmo se tiverem sofrido alterações. A novidade coincide com o anúncio de uma grande iniciativa anti-pornografia infantil no Reino Unido, embora não tenha sido isso o que motivou diretamente o Twitter a implantar esse sistema.
O PhotoDNA foi desenvolvido em parceria com o National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC) e o Dartmouth College, é usado em alguns serviços da Microsoft como Outlook.com, SkyDrive e Bing, e desde 2011 também pelo Facebook, que licenciou a tecnologia.
Enquanto o sistema não entra em ação, o Twitter mantém uma página com orientações sobre o que fazer caso alguém se depare com imagens pedófilas na rede. A seguinte parte merece atenção:
"OBSERVAÇÃO: NÃO tweete, retweete ou republique conteúdo com exploração sexual infantil por nenhum motivo. Denuncie imediatamente enviando um e-mail para cp@twitter.com para que sejam seguidas as etapas para removê-lo."
Retuitar uma imagem do tipo só a fortalece. O ideal é seguir as orientações, que consistem em: 1) denunciar ao endereço de email que o Twitter fornece exclusivamente para esse tipo de assunto (cp@twitter.com); e 2) denunciar ao NCMEC, que poderá dar um retorno dizendo se a denúncia já havia sido feita ou não. No Brasil, o Safernet também pode e deve ser acionado, através do formulário disponível no site da empresa. 
Além da Microsoft, recentemente o Google também anunciou uma ferramenta que agirá de forma similar ao PhotoDNA, combinando informações sites que combatem a pedofilia, órgãos governamentais e ONGs. Ela deve começar a funcionar em junho de 2014.

i-H2GO é carrinho de controle remoto

i-H2GO é carrinho de controle remoto que funciona com água

Carrinho de controle remoto, que depende da eletrólise da água para funcionar, o i-H2GO pode ser controlado por um aplicativo para iOS.

Divulgação

Falamos sobre carros movidos a água há anos, mas a marcha da ficção científica rumo à realidade é lenta. Mesmo em pequena escala, o desenvolvimento é difícil. O i-H2GO é a segunda revisão de um carrinho de controle remoto amigo da água que parece funcionar de verdade.
Em 2008, a Horizon Fuel Cell Technologies e a Corgi International lançaram o H2GO. Agora, eles atualizaram o modelo. Como no anterior, você enche a estação de reabastecimento e ela é eletrolisada (dividida em hidrogênio e oxigênio) para energizar um painel solar. O hidrogênio altamente energizado é direcionado ao carro e convertido em eletricidade para fazê-lo funcionar. Em um dia nublado, você também pode usar um cabo USB para eletrolisar a água.


O i-H2GO é controlado por um app para iOS (versão para Android, aparentemente, a caminho) em vez do controle remoto que vinha no modelo anterior. O app coloca os controles na tela ou o “Gyro-Mode”, que transforma o smartphone inteiro em um volante. A estação de reabastecimento e o painel de recarga são vendidos juntos por US$ 180, US$ 75 mais barato que o modelo anterior, e está programado para começar a ser despachado no dia 15 de agosto.

terça-feira, 30 de julho de 2013

computadores mais inteligentes

Um dos computadores mais inteligentes do mundo é tão esperto quanto uma criança de quatro anos

Aparelho responde perguntas objetivas, mas tem dificuldade para dar significado às coisas.

Shutterstock

Computadores são bons para uma série de coisas. Pensar como um ser humano adulto não é uma delas. Ainda.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Illinois Chicago recentemente se dispôs a descobrir em que ponto de avanço nossos computadores com inteligência artificial se encontram. Como fariam com qualquer ser humano de carne e osso, eles deram um teste de QI ao computador. A máquina em questão, um sistema de inteligência artificial ConceptNet 4 desenvolvido por um punhado de mentes brilhantes do MIT, fez o WPPSI, um teste padrão para crianças, e obteve uma pontuação parecida com a que uma criança de quatro anos faria. Embora ele tenha se saído bem em questões com respostas simples e diretas, o computador teve bastante trabalho com perguntas envolvendo “porquês”. Ah, e teve outro detalhe também. “Se uma criança terminasse o teste com esse grau de variações”, disse Robert Sloan, principal autor do estudo, “isso poderia ser um sintoma de que algo está errado”.
Então computadores são ruins ao dar significado às coisas e têm seu potencial em desenvolvimento nulo. Já sabíamos disso, eles são computadores, afinal! De qualquer forma, esse deve ser um bom sinal para todos os humanistas que temem um futuro repleto de máquinas controladoras. Agora que temos relógios inteligentes e smartphones, é fácil pensar em uma inevitável reviravolta por parte dos robôs, estrelando Arnold Schwarzenegger (assim esperamos!). Não será fácil para o exército de robôs obliterar a humanidade se eles tiverem a inteligência coletiva de uma turma da pré-escola. Os cientistas dizem que ainda há um longo caminho a percorrer no desenvolvimento de robôs com senso comum, uma qualidade que as crianças costumam apresentar aos oito anos de idade.
Entretanto, não é difícil nos enganarmos em acreditar que os computadores sejam mais espertos do que são de fato. Ano passado, um estudo da Universidade de Götheberg fez um teste limitado de QI e marcou 150 pontos, um valor tão alto que supera 96% dos humanos. A palavra-chave nesse feito é “limitado”: o computador fez um exame que não tinha testes verbais e, assim, tornou-se bastante acessível a máquinas. (Dica: computadores são realmente bons com números.) A alta pontuação do computador sueco ainda assim é impressionante, mas é preciso levar em conta que ele foi projetado para aquele fim específico. É mais ou menos como dar uma pia de louça suja para uma lava-louças e, uma hora depois, aplaudi-la de pé por ter limpado tudo.
Para a nova geraçao de computadores com inteligência artificial, é um começo. Este ano, produziram um computador com o QI de uma criança de quatro anos. Ano que vem, eles provavelmente irão mirar em cinco anos. Nesse ritmo, em menos de duas décadas começaremos a enviar esses caras para a universidade. Eles crescem tão rápido…  

A NASA

A NASA levará uma impressora 3D ao espaço

Aparelho acompanhará um voo de teste em setembro e será usado para fabricação de peças para a ISS.

Divulgação

A NASA definitivamente adora impressão 3D tanto quanto a gente — a ponto de ter decidido levar uma impressora 3D inteira para o espaço no começo do ano que vem.
A agência espacial ajudou a desenvolver uma impressora 3D personalizada do tamanho de uma caixa de sapatos, feita especialmente para trabalhar em condições de microgravidade. A esperança é de que ela chegue à Estação Espacial Internacional em 2014.
Antes disso, a NASA e a Made in Space (co-autora do projeto) levarão a impressora a um voo de teste final em setembro para observar sua habilidade em lidar, de forma segura, com a microgravidade. Embora isso não deva ser um grande obstáculo (as equipes aparentemente vêm trabalhando na tecnologia desde 2011), as coisas podem, e podem mesmo, dar errado no espaço. 
A impressora em si é parecida com qualquer outra: ela acrescenta camadas de plástico ou metal para imprimir componentes 3D na base da adição. Totalmente fechada em metal com uma janela de vidro na frente, os astronautas poderão ver o que está acontecendo lá dentro, ao passo que o material ficará impedido de ficar flutuando pela ISS.
Para que ela será usada? Inicialmente, para a fabricação de pequenas partes de substituição para a ISS e a tripulação: clips, fivelas e outros pequenos componentes. Pizza? Provavelmente ainda não.

revolução popular para a sala de estar

Chromecast pode ser uma enorme revolução popular para a sala de estar

Chromecast, o novo gadget do Google, deve acabar com a barreira entre as telas dos smartphones, tablets e notebooks com as das TVs. E por apenas US$ 35

Reprodução

Depois de anos de dificuldade no mundo do entretenimento e multimídia, o Google finalmente saiu de sua casca e criou o que pode ser a revolução popular da sala de estar. E a criação tem nome e preço: Chromecast, US$35.
Antes, podemos pintar o cenário e o contexto histórico em que essa o Chromecast chega ao mundo: bem-vindo à Era das Telas.
Você já está nela faz um bom tempo, mas elas vivem separadas, como pequenos mundos: seu celular é sua pequena janela para o mundo; o tablet é uma passagem ainda maior e com mais interação; o notebook é a tela de produção, mas também de consumo; e a TV, a mais antiga das telas atuais, é a maior mas oferece pouca interação. O problema atual é que, apesar de consumirmos tanto conteúdo, o contato entre essas telas ainda não é afinado: cada uma delas lhe mostra um mundo, mas não é fácil uni-las para trabalharem em conjunto. Assim começou a Guerra da Sala de Estar: das fabricantes de consoles, passando por fabricantes de celulares e empresas provedoras de conteúdo, todos querem criar o ecossistema ideal, a forma perfeita para que você utilize os mesmos produtos para acessar todas as janelas. E sem fios.
Na última CES, cansamos de ver isso. Toda e qualquer empresa de tecnologia tinha uma solução mirabolante para conectar seus aparelhos à tela grande – o Miracast, protocolo criado em 2012, é o favorito das fabricantes de notebooks com Windows. E o mesmo aconteceu na última E3, onde Sony e Microsoft deixaram bem claras suas intenções de dominar a sala de estar com várias telas – seja no controle do console, seja com uso de apps, como o SmartGlass. No fim, essas empresas corriam atrás de um objetivo que, sem muita pretensão, escancarou o interesse pela sala de estar: a Apple costuma chamar a Apple TV de “hobby”, um aparelho que não recebe tanto investimento e desenvolvimento, mas com o surgimento do AirPlay, muita coisa mudou.
Divulgação
O AirPlay é a solução que a Apple criou para enviar conteúdo de seus gadgets com iOS para a grande tela, sem a necessidade de um cabo. Basta dar play em um vídeo ou em uma música, e a opção de envio surge se sua Apple TV estiver ligada. Quer mostrar fotos para a família? AirPlay. Aquele vídeo engraçado? Também. Com o tempo, o AirPlay foi além, e chegou aos computadores da Apple por meio do Mountain Lion. Espelhar o conteúdo do notebook ou computador de mesa requer dois cliques.
Mas o AirPlay não é perfeito. Longe disso, inclusive: sua versão para OS X, por exemplo, é errática. Vídeos enviados pelo ar podem sofrer com engasgos, e o delay de diversas ações costuma atrapalhar. Mas o que mais atrapalha o AirPlay é a síndrome de Estocolmo digital que a Apple tenta empurrar: para criar esse sistema sem fricção, você precisa de uma Apple TV, um iPhone, um iPad, um Mac. Maçãs por todos os cantos da casa.
E é aqui que, finalmente, o Google parece ter pescado o caminho do futuro.

A nova chance do Google
Quem subiu ao palco para apresentar o Chromecast foi o brasileiro Mario Queiroz. Queiroz está no Google há alguns anos e sua equipe desenvolveu o fiasco chamado Google TV. Imagino que a equipe do Google tenha aprendido um bocado com o insucesso dele, somado à outro aparelho que sequer chegou a existir: o Nexus Q.
O Google TV provou que a empresa precisa pensar mais em pessoas comuns – o fato de todo mundo em Mountain View conseguir usar um aparelho não significa que ele é simples, ou fácil de usar. Ninguém quer dificuldade na TV. Ela sempre foi a tela passiva, onde a família senta para assistir algo, então por que diabos alguém vai começar a usar um controle com 200 botões ou ter que mexer num sistema operacional nada prático? O Google aprendeu que era preciso facilitar.
Gizmodo
E surgiu, no ano passado, com o Google Q. Uma caixa para concorrer com a Apple TV, finalmente. Mas um concorrente que, além de ter todos os problemas de seu nêmesis, custava o triplo do preço. O Nexus Q queria criar a síndrome de Estocolmo que a Apple criou: aparelhos com Android conseguiriam se comunicar com facilidade por uma caixinha que custaria nada menos do que US$ 299. As reclamações foram tantas que o Google encerrou a pré-venda do aparelho, disse que ele seria “atualizado”, mas ele nunca mais voltou. E nunca mais precisará voltar, por que nesta história, o Google aprendeu que, para conquistar a sala, é preciso abrir portas, e não fechá-las.
Com dois aprendizados doloridos nas costas, surge agora o Chromecast, a promessa de eliminar todas essas questões. E com passos simples.
O Chrome e a caixinha de ferramentas
Se a Apple TV é uma caixa minúscula e negra que quer ficar escondida na sua sala, como um item que está lá simplesmente porque precisa estar, o Chromecast vai além: ele é do tamanho de um pendrive, e requer só uma porta HDMI para se conectar a qualquer TV. Esqueça até o cabo de força: ele é um simples chaveiro com um pequeno LED cuja placa de circuito tem chips dos dois lados para aproveitar melhor o espaço. Nada pode ser mais sutil do que isso. Por isso o Google não terá dificuldades em enfrentar a Apple (e outros concorrentes, como a Roku e a Boxee, recentemente adquirida pela Samsung): o aparelho custa US$ 35, um valor ínfimo e que facilita demais a já famosa compra por impulso.
Sua utilidade também foi reduzida em comparação à concorrência: enquanto o Chromecast quer apenas espelhar o conteúdo do Chrome em sua tela gigante, outras caixinhas tentam empurrar seriados, filmes e outros conteúdos pagos porque, afinal, é isso que realmente paga as contas.
E se o AirPlay requer que você crie um ecossistema da Apple, e dependa dele para ter uma relação saudável com a tecnologia da sua casa, o Chromecast tem uma proposta muito mais ampla – e, naturalmente, mais popular: o caminho para levar o conteúdo é o navegador do Google. E ele está presente em diversas plataformas: tablets de todos os tamanhos e fabricantes, smartphones com Android e iOS, e todos os notebooks e computadores que você puder imaginar. Isso é, enfim, algo muito grande.
E, para completar, o Google convida os desenvolvedores para ampliarem a capacidade do brinquedinho. Há anos, especialistas e desenvolvedores especulam sobre um SDK da Apple TV que permita criar apps para o aparelho, mas isso é mais um clamor de quem vê potencial, não algo real. A Apple não tem sua fama de empresa fechada à toa, e permitir que infindáveis apps sejam criados e saiam de seu controle não faz seu tipo. (Depois de hoje, talvez faça – mas muito mais como reação do que ação.)
Já o Google, que parece aquele tiozão que dá um tapa nas costas do sobrinho e espera que ele o ajude a arrumar a porta que quebrou, tem sua fama aberta, convidativa. Trazer os desenvolvedores para o Chromecast com o SDK do aparelho pode criar resultados incríveis (e fomentar, ainda mais, o HTML5). É possível vislumbrar um futuro com jogos em HTML5 (pense no que o pessoal já faz nos Chrome Experiments) e outros produtos interativos que, sinceramente, tenho certeza que as mentes dos desenvolvedores já estão matutando neste momento. O 'The Wall Street Journal' diz que o Google já testa uma set-top box com Hangouts para a sua TV.
Ainda precisamos testar o aparelho e colher relatos principalmente para saber se a transmissão é tão suave como precisa ser. Isso é imprescindível. Mas com essa combinação de fatores – aprendizado, preço e abertura – o Chromecast pode dominar a sala de estar de muita gente. Esperamos que o Google tenha planos maiores (leia-se globais, e não só nos EUA) para essa pequena peça. Aliás, você imaginava que um pedaço tão pequeno de hardware poderia mudar tudo?