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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Brasil é o 3º país que mais pede remoção de conteúdo ao Google

France Europe Google

Já tem um tempo que o Google publica o Transparency Report, uma ferramenta de transparência que lista os países que mais pedem remoção de conteúdo à empresa. O Brasil já liderou a lista, mas hoje está na terceira posição. O que não significa que os pedidos sejam baixos por aqui.
A queda de popularidade do Orkut fez com que o Brasil saísse da liderança nos pedidos de remoção, e com a antiga rede social sendo cada vez menos usada por aqui, outros serviços do Google se tornam alvo dos pedidos – YouTube e Blogger, por exemplo.
Entre janeiro e junho de 2013, foram 321 feitos por ordem judicial, solicitação do governo ou polícia, por diversos motivos diferentes (difamação, critica a governos, privacidade e segurança e até um vídeo excluído do YouTube por questões de segurança nacional).
O Orkut costumava ser o principal responsável pelos pedidos, mas perdeu muito a sua força. Ele foi responsável por 35 das solicitações desta vez. O YouTube, com 94, já é o principal alvo dos pedidos no Brasil, seguido pelo Blogger (com 88) e a busca do Google (com 82 pedidos).
Dois países superam o Brasil nos pedidos de remoção de conteúdo: os EUA foram responsáveis por 545 pedidos, mas a grande campeã é, de longe, a Turquia: 1673 solicitações de remoção. O Google destaca um aumento nos pedidos pelo mundo inteiro – não significa que a censura em si está crescendo, mas a tendência de crescimento nas solicitações é preocupante e a reforça a importância da transparência, como escreveu Susan Infantino no blog oficial do Google.

sábado, 23 de novembro de 2013

iPhone 5S R$2.700

iPhone 5S deve custar a partir de R$2.700 no Brasil

Novo celular da Apple que será lançado no dia 22 de novembro terá aumento de 17% em relação ao modelo anterior

Reprodução / Gizmodo

No início do ano, notamos como o preço de smartphones high-end no Brasil chegou a um novo (e temeroso) patamar. Por anos, o limite ficou em R$1.999. Mais recentemente, no entanto, Apple e Samsung decidiram lançar seus flagships – iPhone 5 e Galaxy S4 – por R$ 2.399.
Esse aumento não era explicado por mais impostos, nem pelo dólar (na época); era um caso clássico de lucro Brasil. E agora, que o dólar gira em torno de R$ 2,30? Ora, os smartphones top de linha ficam ainda mais caros – mais até do que a alta do câmbio.
Os novos iPhones serão lançados no Brasil em 22 de novembro, e o MacMagazine conseguiu os possíveis preços. O iPhone 5S deve custar a partir de R$ 2.799. Uma fonte diz a eles que os preços “podem sofrer alterações de até 10% para mais ou para menos em virtude de alguma variação significativa do dólar”.
Este seria um aumento de 17% em relação ao preço de lançamento do iPhone anterior; no último ano, o dólar ficou 11% mais caro.
O aumento também parece uma forma de posicionar o iPhone 5c, que deve ser menos caro que o iPhone 5 – ambos são praticamente iguais por dentro. O modelo de 16GB custará R$ 1.999, e o de 32 GB sairá por R$ 2.399, segundo o MacMagazine. Vale notar que o iPhone 5 recebeu um desconto pífio na Apple Store desde que foi lançado em junho: apenas R$ 100 a menos que o preço de lançamento. (Em Androids high-end, os descontos são maiores.)

Reprodução / Gizmodo

Desta vez, quem começou a tendência dos preços ainda mais altos foi a Samsung: o Galaxy Note 3 custa até R$ 2.899. Ele fica mais barato nas operadoras, porém sofreu aumento considerável em relação ao modelo anterior (o Note II chegou custando R$ 2.299).
E mesmo levando em conta a desvalorização do real, esse aumento é enorme. Desde a época do Note II, o dólar sofreu aumento de 14%. O preço de lançamento do Note 3 é até 26% maior do que seu antecessor.
É possível entender o preço alto também como questão de posicionamento. A linha Note é superior à linha Galaxy: por isso, se o S4 é caro, o Note 3 deve ser ainda mais custoso. E por que o S4 é caro? Como argumentamos antes, é por causa do lucro Brasil: se há quem pague caro por esses smartphones, não há porque baixar o preço.
Talvez alguém argumente que o suporte a 4G torna esses aparelhos mais caros, mas há opções potentes com LTE e a preço menor (como o Lumia 925 e o LG G2). Não houve aumento relevante nos impostos sobre celular; na verdade, os modelos de até R$ 1.500 receberam isenção de PIS/Cofins.
Já sabemos que os impostos não explicam, por si só, os altos preços do Brasil. Há um ciclo vicioso entre Custo Brasil (gargalos na infraestrutura, perdas no transporte etc.) e uma cultura de gadgets que representam status. Então por que baratear smartphones high-end? Os preços podem ficar lá no alto, nem que seja no lançamento: afinal, sempre é mais fácil baixar preços do que aumentá-los depois.
Apple e Samsung testaram, com sucesso, o patamar de R$ 2.399 para seus smartphones top de linha. E outras fabricantes seguiram o exemplo: o Nokia Lumia 1020 e o Sony Xperia Z1 foram lançados exatamente por este valor. Temo que, no futuro, elas arrisquem o valor de R$ 2.799. De um jeito ou de outro, continuamos com os smartphones mais caros do mundo.