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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Facebook sem segurança

Facebook remove opção de privacidade e agora qualquer um pode encontrar seu perfil

Com isso, qualquer usuário não bloqueado pode acessar sua linha do tempo usando a busca

Reprodução

Em breve, usuários do Facebook que você não bloqueou vão poder fazer buscas pelo seu nome e encontrar seu perfil da rede social. É o Google para pessoas e você é apenas um resultado. Mas ninguém perceberia que isso é uma grande mudança ao ler a descrição feita pelo Facebook em seu blog oficial. O chefe da área de privacidade da rede social, Michael Richter, disse apenas que está “finalizando a remoção de uma antiga configuração de pesquisa.”
Eis como as coisas funcionavam: na configuração “Quem pode observar sua linha do tempo com o seu nome?” usuários conseguiam controlar por quem eles poderiam ser encontrados escolhendo Todos, Amigos, ou Amigos de Amigos. Mas, no ano passado, o Facebook removeu a opção alegando que as pessoas não usavam o recurso – apenas uma pequena porcentagem dos quase 1,2 bilhões de usuários marcava a opção.

Reprodução

O Facebook argumenta que as pessoas não usavam porque isso não importa para elas. Mas fica claro a partir da própria descrição do Facebook que parte do motivo das pessoas não exercerem essa opção de privacidade ocorre porque é muito difícil de entender. Veja a linguagem. “Quem pode observar a sua linha do tempo com o seu nome” não deixa claro o que você está protegendo de outros usuários.
De acordo com Richter:
"A opção foi criada quando o Facebook era um simples diretório de perfis e era bem limitado. Isso não evitava, por exemplo, das pessoas navegarem na sua linha do tempo ao clicar no seu nome em um post no Feed de Notícias, ou a partir da linha do tempo de algum amigo em comum […]"
"A configuração também fez o recurso de busca do Facebook ficar incompleto algumas vezes. Pessoas nos diziam, por exemplo, que achavam confuso quando buscavam alguém que conheciam pessoalmente e não conseguiam encontrar nos resultados da busca, ou quando duas pessoas estavam em um grupo do Facebook e não podiam se encontrar pela busca."
Para piorar a invasão de privacidade, o Facebook apresenta essa mudança como um passo adiante para mais controles de privacidade:
"Hoje, as pessoas também podem pesquisar no Facebook usando a Busca Social (por exemplo, “Pessoas que vivem em Seattle”), tornando ainda mais importante o controle de privacidade das coisas que você compartilha em vez de quais pessoas podem chegar à sua linha do tempo."
Então, basicamente, o Facebook colocou o ônus sobre seus usuários. Em cada foto ou atualização de status ou comentário que você compartilhar, você precisa pensar bem em quais pessoas poderão encontrá-las agora que a busca por elas envolve toda a sua história na rede social. Mas vamos ser realistas – quem vai fazer isso?
No TechCrunch, Josh Constine chamou de “ação sábia”:
"Manter essa opção de privacidade disponível deu às pessoas uma falsa sensação de segurança. Por esse motivo, é esperto o Facebook em removê-la. Mas deveria ser oferecido um controle ainda mais forte e universal de privacidade para remover o nome das buscas, e não apenas enfraquecer o que já existe."
Constine então emprega um adorável eufemismo para descrever o ato de equilíbrio entre os lucros e a proteção de conteúdo que usuários não sabiam que seriam procurados quando foram postados:
"Para quem tem stalkers, no entanto, o Facebook pode ter ficado um pouco mais perigoso. O Facebook me diz que o jeito de evitar que uma pessoa específica visite seu perfil ou veja qualquer conteúdo seu é bloqueando ela. Mas e se o seu stalker criar uma conta nova com um nome falso? Então ele pode procurar e encontrar seu perfil."
"Este é o ponto de atrito onde a missão do Facebook para conectar o mundo e a sua responsabilidade de fazer dinheiro para seus investidores, além do dever de manter a privacidade das pessoas, entram em conflito."

sábado, 5 de outubro de 2013

Facebook fora do ar no Brasil (atualizado)

A caça às bruxas irresponsável pode tirar o Facebook do ar no Brasil (atualizado)


bruxas

O dentista Eudes Gondim Júnior sofreu uma série de ofensas e ameaças no começo do ano após agredir um pitbull da modelo Luize Altenhofen. Ele alega que o cachorro invadiu a sua casa, e ela diz que foi sem motivo. Esse caso pode tirar o Facebook do ar no Brasil a partir de amanhã.
ATUALIZAÇÃO: o Facebook decidiu cumprir a ordem do juiz e excluir as 22 mensagens ofensivas que motivaram o processo na justiça. A rede social não sairá do ar.
O que aconteceu? Bem, vamos ver os dois lados da história, que ganhou dimensões muito maiores do que deveria por causa de uma caça às bruxas míope proporcionada pela histeria coletiva nas redes sociais.
Primeiro, vamos ver o que o dentista diz sobre o caso. No dia 24 de janeiro, ele postou a seguinte mensagem no Facebook:
Amigos,
lamentavelmente vejo o meu nome vinculado a uma notícia mentirosa e com afirmações torpes. Sábado passado, um cão da raça Pitbull pertencente a uma moradora da minha rua, escapou de casa pela enésima vez e adentrou no quintal de minha residência. Sem pensar duas vezes, agindo em legítima defesa e em defesa do meu filho de 5 anos, desferi alguns golpes no tal cão. Fomos a delegacia, fizemos o BO e, para minha surpresa, já tarde da noite a dona do cão invadiu minha residência derrubando muro e portão com a sua Amarok! Infelizmente, a cidadã dona do animal está utilizando-se de artimanhas e artifícios baixos a fim de reverter a situação e ainda, utilizando a mídia para veicular informações descabidas. Mas, a impressa séria procurou os envolvidos para apurar os dois lados da estória e neste final de semana, a matéria sairá na Veja São Paulo.
Resumo: o cão de Altenhofen teria invadido a sua casa e, para proteger seu filho de cinco anos, ele agrediu o cachorro.
Para Altenhofen, o que aconteceu foi o seguinte:
Minha filha (Greta, de 3 anos) apertou o controle do portão sem querer e ele saiu para fazer xixi. Minha mãe viu quando ele foi agredido. Estou em choque até agora. Sempre soube do preconceito que as pessoas têm com a raça, mas nunca imaginei que pudesse chegar a isso.
Revoltada com o que aconteceu com o seu cachorro, Altenhofen foi ao Facebook, Instagram e Twitter comentar o ocorrido. Ela postou uma foto do cão violentado com uma mensagem “ele não merecia isso”.
Mas vamos com calma. Estamos no Gizmodo Brasil, um site de tecnologia, não em um site de celebridades nem de briga entre vizinhos. O que nos interessa é o que aconteceu depois disso. A internet facilita a disseminação de informação, mas isso também permite alguns casos no mínimo assustadores. E as proporções do caso envolvendo o pitbull são mais do que assustadoras.
Fãs de Altenhofen e amigos da modelo se revoltaram com a história. Sites de celebridades publicaram matérias relatando o sofrimento dela e do cachorro. O ódio aumentava a cada dia. Patrícia Maldonado, jornalista da Band, postou o nome completo do agressor e um link para o seu Facebook pelo Twitter. O dentista diz que seu endereço foi colocado na web para todo mundo ver. Não era mais uma disputa entre vizinhos causada por uma agressão a um cachorro: tornou-se uma caça ao dentista. Uma sede de justiça por parte da população que alega que a lei brasileira não pune agressores de animais. Se a lei não pune, então vamos todos nós punir, certo? Não, não! Não vamos não. Vamos primeiro entender o que aconteceu.

Gondin Júnior citou uma reportagem que seria veiculada pela revista Veja São Paulo. Ela foi e está aqui. Segundo a matéria, que conversou com vizinhos dos dois, o pitbull de Altenhofen só parecia um cão inocente: um vigilante da área foi mordido pelo cachorro certa vez, e outros moradores alegaram temer as vezes que o cachorro circulava livre pela rua, sem coleira nem nada. Some a isso a legislação estadual de São Paulo que define que pitbulls não podem circular em vias públicas sem coleira, enforcador e corrente de até dois metros. Ou seja, ao soltar o cachorro na rua, ela descumpriu uma lei paulista, e o cão, não tão dócil assim, teria invadido a casa de Gondin, o que motivou o seu ataque.
Quem está certo, quem está errado? Sinceramente, pouco nos importa. Essa é uma questão a ser decidida em âmbito judicial – quando Altenhofen publicou os posts que geraram a revolta coletiva e a perseguição a Gondin, a questão deixou de ser entre os dois apenas. Tornou-se mais um caso da tentativa de usar a internet para fazer justiça de maneira torta.
Lembra-se da investigação feita pelo Reddit em busca dos responsáveis por explodir as bombas na maratona de Boston? Ela foi completamente errada e chegou a pessoas sem relação nenhuma com o caso. Aqui a história não é lá muito diferente: em vez de usar os meios legais para resolver a questão, a força da internet tentou solucionar por conta própria. Não deu certo.
E quem pode pagar por isso é a própria internet, se o Facebook realmente for bloqueado no Brasil a partir de amanhã. Se isso acontecer, devemos sentar no canto da sala e nos questionar se estamos usando a internet da maneira certa. Temos uma plataforma extremamente poderosa para disseminar informação e conhecimento e usamos para perseguir pessoas sem saber exatamente o que elas fizeram. Vendo por esse lado, talvez a punição seja justa para todos nós.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Governos pediram ao Facebook

Governos pediram dados de 38 mil usuários do Facebook até junho

Segundo documento, autoridades brasileiras solicitaram dados de 857 usuários e foram atendidas em um terço das vezes.

Governos pediram dados de 38 mil usuários do Facebook até junhoGovernos de 74 países solicitaram informações sobre cerca de 38 mil usuários de Facebook nos seis primeiros meses de 2013, informa um relatório inédito divulgado pela rede social nesta terça-feira.
De acordo com o chamado Relatório Global de Requisições de Autoridades, no caso do Brasil, foram 715 solicitações do governo a respeito de 857 usuários do site.
Os EUA foram autores da maioria das requisições: pediram dados de entre 20 mil e 21 mil usuários da rede social (o número exato não foi divulgado por conta de restrições legais).
A Índia, o segundo país a pedir mais informações, fez solicitações sobre 4.144 usuários. A Grã-Bretanha, o terceiro, solicitou dados de 2.337 mil usuários.
O Facebook também detalhou revelou a porcentagem dos pedidos de informação que foram atendidos pela empresa - no caso do Brasil, 33%; no dos EUA, 79%.
Motivos
O relatório engloba seis meses até 30 de junho, e é a primeira vez que o Facebook divulga dados dessa natureza.
'Esperamos que esse relatório seja útil para todos os envolvidos nos debates constantes sobre requisições de informações por parte das autoridades em investigações oficiais', diz o relatório do Facebook, assinado pelo advogado Colin Stretch, alegando que a empresa tem 'processos rígidos' para lidar com as solicitações oficiais e liberar informações.
'Acreditamos que esses mecanismos protegem os dados das pessoas que usam o nosso serviço e fazem com que as autoridades precisem cumprir diversos requisitos legais em cada uma das requisições a fim de receber informações sobre nossos usuários. (...) Contestamos muitas dessas requisições quando encontramos deficiências legais ou quando identificamos requisições amplas ou vagas.'
A empresa disse que espera publicar relatórios semelhantes a cada semestre a partir de agora.
A rede social não deu detalhes sobre os motivos por trás de cada requisição oficial, revelando apenas que 'a vasta maioria dessas requisições é relacionada a casos criminais, como roubos ou desaparecimentos.'
'Em muitos desses casos, essas requisições referem-se a informações básicas, tais como nome e extensão do serviço. Outras requisições podem também buscar endereços IP ou informações sobre a conta.'
Países em turbulência
Uma coisa que chama a atenção no relatório é o número de solicitações oficiais em países que foram recentemente palco por distúrbios civis.
Na Turquia - que, como o Brasil, viveu uma onda de protestos -, por exemplo, houve 96 solicitações relacionadas a 173 usuários, das quais 45 geraram dados. Oficialmente, porém, as solicitações são relacionadas a 'proteção infantil' e questões legais 'emergenciais'.
Segundo o relatório, nenhuma solicitação foi feita pelas autoridades egípcias, que também estão diante de uma ampla convulsão social.
O grupo de defesa da privacidade Privacy International elogiou a publicação do relatório do Facebook, mas cita preocupações maiores.
'Ante a crescente presença do Facebook na vida das pessoas ao redor do mundo, elogiamos a empresa por (publicar) um relatório há muito tempo aguardado', diz o grupo.
'Mas resta uma sensação perturbadora quanto ao gesto do Facebook, e que tem pouco a ver com o Facebook em si. Desde que documentos vazados por Edward Snowden (ex-técnico da CIA) foram analisados, nos demos conta de uma terrível realidade - a de que os governos não necessariamente precisam de intermediários como Facebook, Google e Microsoft para obter dados sobre nós.'
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sábado, 22 de junho de 2013

números sobre PRISM

Facebook, Microsoft e Apple divulgam números sobre PRISM

Governo obteve informações de mais de 60.000 contas dos serviços dessas empresas.

PRISM
O vazamento das informações sobre a PRISM, programa de espionagem do serviço secreto americano que investiga estrangeiros fora dos Estados Unidos, deixou muita gente preocupada. Recentemente, empresas que forneciam os dados para o programa divulgaram o número de perfis que tiveram seus dados revelados. Estes correspondem a uma pequena parcela do total de contas nas redes sociais.
Elas negaram fornecer acesso direto a seus servidores, e pediram à NSA (Agência de Segurança Nacional) permissão para liberar alguns dados sobre as informações que elas precisaram entregar ao governo americano sob ordem judicial.
Facebook, Microsoft e Apple revelam números, mas o Google diz que isso ainda não é o bastante – e não fará o mesmo.
  • Facebook: de julho a dezembro, foram feitos entre 9.000 e 10.000 pedidos para obtenção de dados, envolvendo entre 18.000 e 19.000 contas na rede social.
  • Microsoft: de julho a dezembro, a empresa recebeu entre 6.000 e 7.000 pedidos para obtenção de dados, que afetam entre 31.000 e 32.000 contas de usuário.
  • Apple: entre dezembro e maio deste ano, foram realizados entre 4.000 e 5.000 pedidos, envolvendo entre 9.000 e 10.000 contas ou dispositivos.
Como inicialmente acreditava-se que o acesso do PRISM era amplo e indiscriminado, isso talvez ajude a acalmar os ânimos: estes números são pífios se comparados aos milhões e milhões de usuários que Facebook, Microsoft e Apple atendem.
Por outro lado, as empresas não estão sendo transparentes o bastante, já que o governo americano não permite. Como a Microsoft explica, os números somam os pedidos feitos por todas as agências do governo dos EUA – não só por ordens judiciais FISA (Lei para Vigilância de Inteligência Estrangeira), que envolvem os dados no PRISM. Além disso, a empresa só pode divulgar os números “se os totais forem apresentados em múltiplos de 1.000″.
O Google não gostou disso, e diz ser um retrocesso: eles já divulgam números em agregado no Transparency Report. Um porta-voz da empresa diz ao The Verge:
"Nós sempre acreditamos que é importante separar os diferentes tipos de pedidos do governo… Reunir as duas categorias seria um retrocesso para os usuários. Nossa solicitação ao governo é clara: permitir a publicação de números agregados de solicitações de segurança nacional, incluindo pedidos FISA, separadamente."
Organizações de liberdades civis e empresas de internet divulgaram carta aberta exigindo o fim da espionagem feita pela NSA; e a petição “Stop Watching Us” da Mozilla já conta com cerca de 200.000 assinaturas. Por enquanto, o governo americano não reagiu a contento.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Facebook apresenta ferramenta de vídeo

Facebook apresenta ferramenta de vídeo para Instagram

Washington, 20 jun (EFE).- O Facebook apresentou nesta quinta-feira uma ferramenta de vídeo para seu aplicativo de fotografias Instagram, o que coloca a rede social em competição direta com seu rival Twitter, cujo programa de vídeos curtos, Vine, cresceu rapidamente nos últimos meses.

Facebook apresenta ferramenta de vídeo para InstagramWashington, 20 jun (EFE).- O Facebook apresentou nesta quinta-feira uma ferramenta de vídeo para seu aplicativo de fotografias Instagram, o que coloca a rede social em competição direta com seu rival Twitter, cujo programa de vídeos curtos, Vine, cresceu rapidamente nos últimos meses.
A ferramenta permite aos usuários criar e compartilhar clipes de vídeo de até 15 segundos, ligeiramente mais longos que os do Vine.
'Nossa estratégia para os celulares evoluiu e estamos centrados em desenvolver uma série de aplicativos diferentes', disse o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, no ato de apresentação da ferramenta.
O cofundador do Instagram, Kevin Systrom, explicou por sua vez que a aplicação terá 13 filtros com os quais se pode modificar o tom da imagem de vídeo, como já acontece com suas fotos.
'Este é o mesmo Instagram que conhecemos e amamos, mas se movimenta', assegurou Systrom.
A ferramenta, integrada no próprio Instagram, estará disponível a partir de hoje para os usuários que disponham de telefones celulares com sistema operacional da Apple ou Android.
Perguntado se ele se tratava de uma mera imitação do Vine, Systrom respondeu que o Instagram projetou a possibilidade de compartilhar vídeos há dois anos, mas até agora não tinha desenvolvido uma ferramenta suficientemente sofisticada.
O novo instrumento está complementado por uma nova ferramenta chamada Cinema, que estabiliza as imagens de vídeo de forma automática, explicou Systrom.
'Quando você publica um vídeo, também poderá selecionar sua cena favorita do que gravou e estabelecê-la como sua imagem de capa, para que seus vídeos fiquem bonitos inclusive quando não estão em reprodução', disse Systrom em mensagem no blog oficial do Instagram.
O Facebook adquiriu no ano passado o Instagram, uma ferramenta popular que permite editar rapidamente fotografias tiradas com o telefone celular e acrescentar-lhe múltiplos filtros.
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